UNIÃO NACIONAL DE
APOSENTADOS E PENSIONISTAS
DO BANCO DO BRASIL
 
 
 

 

PALAVRAS DE QUEM ENTENDE

 

O Centésimo Macaco

F.Tollendal, 31/12/2010

 

Em 1952, na ilha de Cochima, em território japonês, uma colônia isolada
de macacos Macaca Fuscata começou a ser submetida a uma experiência
comportamental. Em resumo, todos os dias, na praia eram deixadas batatas
doces, que assim se sujavam de areia. Um a um os animais foram então
ensinados pelos pesquisadores a lavar o alimento antes de comê-lo, até
que em determinada altura (cerca de seis anos depois) todos eles
passaram simultaneamente a agir dessa forma, tanto os que haviam sido
treinados como os demais, que daí por diante transmitiram esse
conhecimento às novas gerações.

 

O fato foi relatado no conhecido livro "O Centésimo Macaco" por Ken
Keyes Jr., que entretanto lhe deu uma interpretação fantasiosa
relacionada com fenômenos ocultos, até hoje muito divulgada entre os
amantes do sobrenatural, mas que acabou por tornar a pesquisa original
um tanto desacreditada.

 

Porém o que me parece relevante foi que a experiência demonstrou como um conhecimento aprendido pode ser incorporado à cultura do grupo e daí por diante tornar-se permanente. O importante é não ter pressa e persistir, na certeza de que mais cedo ou mais tarde o número crítico de macacos será alcançado e uns começarão a ensinar aos outros o que aprenderam. O conhecimento que era só de uns poucos acaba por incorporar-se à cultura de todo o grupo. No meu entender, o que estamos procurando fazer é isso!

 

Entre os colegas, a cultura antiga era: "o Banco do Brasil é uma mãe,
não preciso inquietar-me com o futuro porque ele fará tudo por mim e
tudo o que vier dele será bom para mim".

 

Não precisamos ser muitos, não precisamos ensinar a todos e a cada um
que as coisas até podiam ser assim no passado, mas que o Banco do Brasil
mudou muito, não é mais aquele de que nos lembramos.

 

Só se vive bem em termos de verdade, e a verdade hoje é outra.

 

Também não adiantaria nada cultivar algum tipo de ansiedade, pois isso
só iria contribuir para nos infundir desânimo. O universo dos associados
e beneficiários da Previ é numeroso, somos cerca de 150.000. Os
participantes do grupo BB-Funcionários chegaram hoje à casa dos 1.600, e
isso é apenas cerca de UM MILÉSIMO DO TOTAL!

 

O trabalho é ingente, é fato, porém não devemos desanimar porque há um
efeito multiplicador envolvido e estamos fazendo a coisa certa. Se cada
colega que se agregar a nós contribuir ajudando a divulgar o que
realmente se passa na Previ e qual é hoje a sua situação real, a difusão
desse conhecimento será exponencial e só teremos de persistir para que
no fim tudo se encaminhe como é preciso.

 

Aliás, acho mesmo que já andamos bastante, apesar de serem tão poucos os
recursos ao nosso alcance: em dois anos conseguimos uma considerável
mobilização, muitos dos nossos colegas que mal sabiam das coisas já nos
estão ajudando no trabalho. Pense, por exemplo, nas discussões atuais
sobre o tema do falso superávit e das vultosíssimas doações que estão
sendo feitas ao Banco, Nada disso existia, quase ninguém sabia de nada!

 

Então, vamos em frente, que o caminho está certo. Não se esqueça de que
a força da verdade está conosco.

 

(mensagem dirigida pelo Tollendal ao colega Adilson Silva, mas que é importante para todos nós)