UNIÃO NACIONAL DE
APOSENTADOS E PENSIONISTAS
DO BANCO DO BRASIL
 
 
 
 
 

CONSCIENTIZANDO – 3

REATIVAR O BB INTERNACIONAL

Convidamos os colegas para se informarem/discutirem a sugestão de propor ao Conselho Gestor do Movimento que estude a inclusão no projeto que defendemos da proposta abaixo, diante de notícias sobre formação de uma holding entre BB e BNDES para atividades do tipo EXIMBANK, em apoio ao comércio brasileiro com outros países.  Tememos que a idéia seja colocada em um próximo encontro.

Achamos não ser o caso, porque o Banco visa o lucro, como empresa de economia mista, enquanto as atividades de EXIMBANK, no mundo inteiro, são um serviço público prestado, pois, por organismo oficial e que emprega recursos do Tesouro, para financiamentos de longo prazo e custeio de parcela dos juros, fazendo com que o preço de equipamentos pesados e serviços ganhe concorrências.

Assim, pensamos ser melhor atribuir essas atividades sem fins lucrativos a um organismo público e deixar que o Banco do Brasil cumpra melhor suas atividades ligadas à comercialização dos bens e serviços nacionais.  Isto é, que se reative sua área internacional, com toda urgência, o que requer que se pratique uma correção de rumos, anulando-se erros cometidos.

Realmente, o Governo chegou a um verdadeiro absurdo ao praticar atos que descaracterizaram a área, tais como:

a) o fechamento de agências/escritórios no exterior, invalidando custosas instalações e mão de obra especializada, de fazer inveja aos concorrentes lá fora (hoje, o País tem menos condições de apoiar as exportações);

b) a utilização, em substituição, do BNDES, inclusive dando-lhe recursos para isso (um banco de uma só agência e instalada no País; o BB chegou a 72 agências/escritórios externos);

c) o desmantelamento das Carteiras de Crédito  interno, o que nega tudo que se sabe sobre  a especialidade da área, geradora de boas oportunidades de negócios e de lucros.

Além do mais, não se pode esquecer que a área internacional chegou a produzir 1/4  de todo o lucro do Banco, que nessa época foi classificado como o 8º banco do mundo.

 
PROPOSITURA DE UM PROJETO CONSISTENTE

Como resultado dos debates, prevaleceu o pensamento de que para motivarmos o Banco teríamos que sair do comportamento de crítica acirrada e adotar atitude propositiva.  E mais, teríamos que aparecer com um projeto consistente, típico do funcionalismo, que age com a vontade de ver o Banco cada vez mais alto.

Nesse contexto, propomos que o Banco se prepare para atividades internacionais, tais como:
a) fortalecer o nível de crédito do País e de nossas empresas, lá fora;
b) atuar melhor como fonte de financiamento do comércio com outros países;
c) reativar a coleta de recursos externos para financiar empreendimentos de vulto.
Para isso, o Banco deveria:
a)   Propor ao Governo que faça com ele o que fez com muitos outros bancos, durante a crise, permitindo-lhe receber apoio de recursos oficiais, para fortalecer sua capacidade operacional;
b)   Convencer o Governo a recomendar a criação de um fundo especial em moeda estrangeira, junto ao Banco Central, com recursos das reservas internacionais, para permitir aumento do crédito externo do País e dos financiamentos de nosso comércio exterior e facilitar a formação de sindicatos de empréstimos a empresas brasileiras com recursos estrangeiros;
c)    Defender que, com base nesse fundo especial, o Banco Central passe a efetuar depósitos, nas agências do exterior, com recursos das reservas internacionais, para empréstimos a empreendimentos de portge, no Brasil, como os do pré-sal, que necessitará de um monte de dinheiro para se tornar algo concreto, nos próximos 10/15 anos.

Com esta inclusão, nossas sugestões formam um PROJETO CONSISTENTE que convém ao Banco e o predispõe para que resolva as discordâncias que temos, devolva os poderes que usurpou do Corpo Social e atenda a nosso pleito de fazer a PREVI cumprir o que dispõe a Lei, com a destinação do superávit, mediante melhoria dos benefícios.

 
José Adrião – Rio de Janeiro, 08/10/2009