UNIÃO NACIONAL DE
APOSENTADOS E PENSIONISTAS
DO BANCO DO BRASIL
 
 
 

COMUNICADO nº 8  -  16 de agosto de 2010

PREVI – Planejamento Estratégico

 

 

Prezados Colegas,

 

Conforme noticiamos em nosso COMUNICADO nº 6, a PREVI praticou uma atitude elogiável de aproximação com os associados – o que faz parte de nossas pretensões – ao solicitar a entidades de funcionários para que colaborem no levantamento das expectativas sobre a PREVI e seu Plano Estratégico, seguindo as questões que encaminhou, a título de orientação.

Objetivando contar com o seu apoio na divulgação e discussão da contribuição da UNAP-BB, sintetizamos abaixo os principais pontos constantes do documento que enviamos à PREVI. A íntegra do texto (que pedimos consultar) pode ser vista em www.unap-bb.org/previplanej.php

 

DIRETRIZES BÁSICAS DE ATUAÇÃO De início, propusemos à PREVI que refletisse sobre o tratamento dispensado à BASE; sobre o crescimento dos riscos operacionais; e sobre eventual necessidade de mudanças em suas diretrizes básicas de atuação, incluindo ações com o objetivo de:

1) encontrar solução para os conflitos gerados pelo Banco com seus associados;

2) eliminar o distanciamento existente entre os gestores e os donos do patrimônio, e incluir, expressamente, a permanente e ativa preocupação com a defesa concreta dos direitos de seus associados;

3) aperfeiçoar seus instrumentos de análise de crédito, com o fim de evitar riscos de prejuízos em cadeia, cuidado que no momento está presente nas expectativas das empresas em geral;

4) estruturar-se para recusar-se a participar de investimentos de alto risco ou que não atendam às exigências da boa técnica bancária.  

 

AS PRINCIPAIS FORÇAS E PRINCIPAIS DEFICIÊNCIAS  Neste  item, a UNAP-BB sugeriu que fossem analisados os seguintes pontos:

1) a principal FORÇA da PREVI, que era contar com recursos suficientes para pagar seus compromissos com os assistidos, está sendo radicalmente transformada em DEFICIÊNCIA, em razão da Resolução nº 26 do CGPC.

 

2) as apropriações de nosso patrimônio praticadas pelo Banco trouxeram para a PREVI um enorme desfalque em seus recursos, suas aplicações e resultados projetados, obrigando a refazer todo o planejamento estratégico que está sendo praticado, com importantes reflexos negativos

 

3) a DEFICIÊNCIA maior: como admitir que uma empresa privada, do porte da PREVI, tenha sido desprovida de sua Assembléia Geral de “Acionistas” e seus legítimos proprietários tenham perdido os poderes de Corpo Social, o Voto de Minerva e os cargos de comando de maior importância?

4) estatizou-se a PREVI, à revelia de seus donos, e sem indenização.

5) “...os fundos de pensão dos funcionários das estatais são pessoas jurídicas de direito privado e não fazem parte da administração pública” (TCU). 

6) não se pratica Governança Corporativa permitindo uma distância considerável entre os gestores e os associados; a PREVI tem que trazer seus associados para serem mais participativos. 

 

OS DESAFIOS A SEREM DEBATIDOS  A UNAPP-BB apontou os seguintes:

1) o primeiro grande desafio é a inadiável necessidade de a PREVI cumprir sua missão de defensora dos direitos de seus associados junto ao Banco.

2) a PREVI é uma empresa privada de grande porte, portanto que pode e deve exigir contrapartida do Governo.

3) a PREVI tem que conquistar um aumento de sua autonomia e de sua liberdade de ação, sem os entraves da intimidade com o setor público, que tantas vezes prejudicaram o próprio Banco, na sua luta para se livrar da influência política.

4) é preciso que a PREVI não se veja a braços com o olho grande do Governo e com sua interferência na aplicação de seus recursos.

5) segundo desafio: é aconselhável, se não mudanças de rumo, pelo menos cautelas especiais com relação às facilidades de crédito em excesso e à realização de operações de alto risco.

6) a crise internacional ainda perdura, não se trata de algo passageiro e terá suas consequências estendidas no tempo; o que significa uma permanente ameaça de rebentar em alguma economia do mundo.

7) o terceiro grande desafio é saber como a PREVI poderá recuperar a independência de empresa privada, sair da estatização.

8) quarto desafio: será que não é um erro de estratégia fazer aplicações concentradas em empresas que, além do risco financeiro, tragam para a PREVI o risco de também responder pelas incertezas de sua administração?

 

SUGESTÕES SOBRE AÇÕES A SEREM CONSIDERADAS – Foram estas:

1) é preciso sentar com a BASE para conversar e ver como poderemos UNIR as partes, com o real interesse de solucionar os conflitos existentes.

2) conseguir do Banco uma mudança de comportamento que permita reescrever-se o relacionamento dele com a PREVI e com os associados, prevendo, daqui para frente, um tratamento de parceria, tanto nos interesses como nos negócios.

3) primeiramente, cabe à própria PREVI defender seus associados, junto ao Banco; o que temos presenciado da parte da PREVI é uma espécie de silêncio ou neutralidade conivente.

4) o Banco e a PREVI não reconhecem representatividade nas associações de aposentados e pensionistas, pois se recusam a aceitar a indicação por estas de representante da categoria em mesa de negociação.

5) na PREVI, a cadeia administrativa começa quebrada porque o Corpo Social (os acionistas) teve seus poderes cassados; portanto é uma empresa que se enquadra no absurdo de não precisar prestar contas aos donos.

6) a exclusão do Corpo Social da lista de Poderes da PREVI foi a maior violência praticada contra seus proprietários, os associados, e precisa ser reparada.

7) enquanto a PREVI disser que faz governança corporativa, permanecer nesse emaranhado de incongruências, mantiver distância entre os gestores e os donos (associados, da ativa e aposentados), ou gabar-se de ser transparente e sonegar informações de substância, essa afirmação de governança não se sustenta.

8) a recuperação da confiança perdida requer ações para que a PREVI se reafirme como empresa privada, saia da estatização e volte ao modelo de gestão compartilhada.

9) o Governo deveria deixar um novo legado: o legado da volta ao tratamento de acionista, em favor dos associados, com a devida devolução dos poderes do Corpo Social.

 

 

Movimento pela UNAP-BB – Conselho Gestor – 6 de agosto de 2010